domingo, 13 de maio de 2012

ALGUMAS AVES DA PRIMEIRA POSTURA







Canarios Rui Vitorino Campeão Nacional: CASTANHO PASTEL VERMELHO MOSAICO

Canarios Rui Vitorino Campeão Nacional: CASTANHO PASTEL VERMELHO MOSAICO: CASTANHO PASTEL VERMELHO MOSAICO
CASTANHO PASTEL VERMELHO MOSAICO

Canarios Rui Vitorino Campeão Nacional:  VERMELHOS MOSAICOS  VERMELHOS MOSAICOS

Canarios Rui Vitorino Campeão Nacional:

VERMELHOS MOSAICOS






 VERMELHOS MOSAICOS
:   VERMELHOS MOSAICOS     VERMELHOS MOSAICOS









 VERMELHOS MOSAICOS

Canarios Rui Vitorino Campeão Nacional: NINHADAS CASTANHO VERMELHO MOSAICO

Canarios Rui Vitorino Campeão Nacional: NINHADAS CASTANHO VERMELHO MOSAICO: NINHADAS CASTANHO VERMELHO MOSAICO
NINHADAS CASTANHO VERMELHO MOSAICO






sábado, 31 de março de 2012

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

venda de canarios

ainda tenho para venda os canarios que participarao no nacional 2011 em famalicao
tenho 4 machos castanhos vermelhos mosaicos da equipa que fez primeiro lugar
e tenho 4 machos vermelhos mosaicos de muito boa qualidade

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Campeonato Nacional 2011

1º Class. STAM CASTANHO VERMELHO MOSAICO MACHO


3º Class. individual CASTANHO VERMELHO MOSAICO MACHO

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

ACHEI MUITO INTERESSANTE


MELHORAMENTOS GENÉTICOS DO PLANTEL

2010-09-02 17:40

CONSANGUINIDADE
MELHORAMENTOS GENÉTICOS DO PLANTEL

Hoje irei falar sobre genética e consangüinidade. Esta matéria servirá para o melhoramento de qualquer plantel, seja ele de canários, pintassilgos, periquito, etc...
Tentarei descrever de maneira objetiva e clara para que você possa entender melhor esse critério.
A consangüinidade.
A consangüinidade permite fixar os caracteres e assim criar uma linha estável a partir de dois indivíduos aparentados “in-reeding”. Contudo, esta técnica tanto fixa qualidades como defeitos, por isso é importante começar o processo a partir de um casal o mais perfeito ou de boa qualidade.
Em resumo a consangüinidade permite:
-revelar e eliminar os defeitos genéticos,
-fixar uma série de qualidades pretendidas pelo criador.
O princípio da consangüinidade é simples: consiste no acasalamento de indivíduos aparentados com o objetivo de fixar as suas qualidades no estado homozigótico.
homozigótico - quando os dois alelos contêm a mesma informação para essa mesma característica;
heterozigótico - quando os dois alelos contêm informação diferente para essa mesma característica.
Sendo um indivíduo homozigótico, este pode ser dominante, quando os dois alelos informam para a característica que domina; ou recessivo, quando os dois alelos informam para a característica que não domina.
Como saber se tem um passaro homo ou heterozigótico?
É simples.
1- Se o Fenótipo corresponder a um gene recessivo então o pássaro é homozigótico.
2- Se o Fenótipo corresponde a um gene dominante faz se um teste de cruzamento.
teste do cruzamento realiza-se entre o indivíduo dominante onde se tem a duvida e um indivíduo com o gene recessivo correspondente (pois este é obrigatoriamente homozigótico).
Assim  se nascerem apenas fenótipos dominantes o indivíduo em questão é homozigótico, se nascer uma metade dominante e outra recessiva quer dizer que o indivíduo é heterozigótico.

INTRODUÇÃO

Os cruzamentos consangüíneos ajudam a melhorar a qualidade de suas aves, mas devem ser usadas com critério e por criadores com um pouco mais de experiência para que os resultados obtidos sejam satisfatórios. Não digo com isso que a técnica não possa ser usada por criadores iniciantes, alias deve, mas lembrando a esses criadores que devem estudar ao Maximo antes de usar a mesma. Também lembro que os resultados não são imediatos e levara no mínimo três gerações.

Quando compramos um casal que achamos excelentes e vamos fazer o acasalamento às crias deste casal nos decepciona.
Isso ocorre com qualquer espécie de ave.
Então o que fazer?
Quais medidas devemos adotar?
Vamos descartar essas crias?
Haverá uma forma de melhorar?
Muitas vezes ouvimos falar em melhoramento genético.
Eu poderia usar essa técnica para melhorar minhas aves?
Será que eu preciso ser profundo conhecedor de genética para usá-la?
Diante destas constatações, quais medidas devem tomar?
Desistir?
Não se estamos determinados a melhorar a qualidade do nosso plantel.
Pensando nisso gostaria de apresentar uma alternativa para aqueles que se preocupam com a qualidade e melhoramento do seu plantel.
Trata-se da tabela de felch.
Já ouviu falar? Não? Sim? Achou complicado de entender?
Então vou descrever abaixo o passo a passo para você ficar inteiramente esclarecido sobre o assunto e como usá-la de maneira correta para obter os melhores resultados possíveis.
Veja a tabela:

Se você entendeu todo o funcionamento parabéns, se não passarei a descrevê-lo.
Para seguir todos os acasalamentos que pede na tabela você vai precisar de cinco anos para que se conclua o ciclo total.
Achou muito tempo?
Lembre-se você esta fazendo um melhoramento genético e tornando o seu plantel mais consistente, mas tudo isso leva tempo e perseverança.
Abaixo irei descrever com imagens que ficara mais fácil de entender.

Você ira iniciar a tabela com a fêmea 1 e macho 2 , que Dara origem ao grupo 3.
Escolha um casal de boa genética para iniciar seu trabalho usando a tabela.
Primeiro ano:
Segundo ano:
Cruze a fêmea original 1 com o melhor macho do grupo 3.
Este cruzamento resultara no grupo 4.
Cruze o macho original 2 com a melhor fêmea do grupo 3.
Este cruzamento resultara no grupo 5.

Terceiro ano:
Neste ano você já vai ver bons resultados em relação ao casal original e se quiser poderá parar aqui e começar uma nova linhagem.
Cruze a fêmea original 1 com o melhor macho do grupo 4.
Este cruzamento resultara no grupo 6.
Cruze os machos do grupo 4 com as fêmeas do 5 e vice-versa.
Este cruzamento resultara no grupo 7
Cruze o macho original 2 com a melhor fêmea do grupo 5.
Este cruzamento resultara no grupo 8.
 

Quarto ano:
A partir deste ano não serão mais usados o casal original macho 2 e fêmea 1, podendo assim começar uma nova linhagem com eles.
Seguindo em frente cruze sempre os melhores exemplares.
Cruze o melhor macho grupo 6 com a melhor fêmea do grupo 4.
Este cruzamento resultara no grupo 9.
Cruze a melhor fêmea grupo 6 com o melhor macho do grupo 7.
Este acasalamento resultara no grupo 10.
Cruze os melhores machos do grupo 8 com as melhores fêmeas do grupo 6.
Este acasalamento resultara no grupo 11.
Cruze o melhor macho grupo 8 com a melhor fêmea do grupo7.
Este acasalamento resultara no grupo12.
Cruze o melhor macho grupo 8 com a melhor fêmea do grupo 5.
Este acasalamento resultara no grupo 13.

 


Quinto ano:
Indo ate o fim da tabela.
Cruze o melhor macho do grupo 9 com a melhor fêmea do grupo 11.
Este acasalamento resultara no grupo 14. Neste grupo teremos já um novo “strain”ou linha de sangue completamente pura da fêmea 1 original.
Cruze a melhor fêmea do grupo 9 com o melhor macho do grupo 12.
Este acasalamento resultara no grupo 15.
Cruze a melhor fêmea do grupo 10 com o melhor macho do grupo 12.
Este acasalamento resultara no grupo 16. Neste grupo teremos já um novo “strain”ou linha de sangue completamente pura.
Cruze a melhor fêmea do grupo 10 com o melhor macho do grupo 13.
Este acasalamento resultara no grupo 17.
Cruze a melhor fêmea do grupo 11 com o melhor macho do grupo 13.
Este acasalamento resultara no grupo 18. Neste grupo teremos já um novo “strain”ou linha de sangue completamente pura do macho 2 original.
 

Pronto você concluiu a tabela e a partir de agora é só colocar sangue novo e iniciar um novo ciclo.
Esta é só uma possibilidade usando um casal, mas você poderá fazê-lo e iniciar com mais casais, enfim as possibilidades são diversas e cito um exemplo:
No segundo ano quando ira se formar os grupos 4 e 5 você poderá fazer bigamia entre o macho 2 original e duas fêmeas do grupo 3 aumentando assim as possibilidade do grupo 5.
Mais uma coisa a titulo de curiosidade. Ao final do ciclo você terá criado uma media de 136 aves, já levando em consideração que a consangüinidade baixa um pouco a fertilidade das aves.
Espero que tenham gostado do artigo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Consanguinidade

DESCRIÇÃO DE ACASALAMENTOS NA CONSANGUINIDADE ESTREITA

1º ANO: Escolhemos o FUNDADOR A (excelente exemplar) que é acasalado a FUNDADORA B (óptima fêmea). Prole: Machos AB (com 50% de A e 50% de ; Fêmeas AB (idem)
2º ANO: Faz-se acasalamento do PAI A com a melhor filha AB; e acasalamento da MÃE B com o melhor FILHO AB. Assim: Pai A x Filha AB - prole: machos AAB e fêmeas AAB, ou Mãe B x Filho AB - prole: machos AAB e fêmeas ABB.
3º ANO: o melhor MACHO do acasalamento PAI x FILHA é acasalado com AVÓ B: m AAB x f.B- prole: filhos machos AABB e fêmeas AABB (onde m.= macho; f.=fêmea).
A melhor FÊMEA do acasalamento MÃE x FILHO é cruzada com o AVÓ A. mABB- prole: filhos AABB e filhas AABB.
4º ANO: a partir deste ano os melhores nascidos no 3º ano são acasalados com os seus avós e assim por diante nas sucessivas gerações.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

1 - São escolhidos sempre os exemplares MELHORES e jamais acasalar aqueles com defeitos.
2 - Do esquema acima ALGUNS SEXOS de determinados acasalamentos não são utilizados. Mas alguns exemplares não utilizados poderão ser preciosos evidenciando boas características. Nesse caso um dos melhores machos não utilizados no acasalamento (MÃE x FILHO) do 2º ano - ABB pode ser acasalado com as melhores FÊMEAS do outro acasalamento PAI x FILHA - AAB.
3 - Após o 3º ano se os dois FUNDADORES eram exelentes e de boa genealogia, aparecerão nos exemplares produzidos as excelentes caracteristicas das duas FUNDAÇÕES: ou seja, seu BOM GENOTIPO aparecerá tambem na exterior conformação dando um bom FENÓTIPO. Quer dizer, se favorecia a HOMOZIGOSE na linhagem.
4 - Depois do 4º ano o criador terá à disposição diversos bons exemplares nascidos de diferentes acasalamentos e todos eles terão um BOM GENÓTIPO, podendo.se acasalá-los entre si para obter-se DIVERSAS LINHAS CONSANGUINEAS (A-B-C-D, por exemplo) as quais, por serem entre si aparentadas, possuirão uma certa heterozigose entre as diversas linhas.
5 - Nos anos sucessivos convém-se UNIR EXEMPLARES PERTENCENTES A LINHAS diferentes se obterão exemplares ÓPTIMOS (férteis, com excelentes características) porque a prática de criação tem constatado que se obtém o MELHOR VIGOR unindo-se entre si duas ou mais linhas consanguineas e não acasalando-se individuos NÃO consanguineos.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

BOLDO DO CHILE


Boldo – Peumus boldus
Nome científico do Boldo-do-Chile: Peumus boldus Molina.
Família do Boldo-do-Chile Peumus boldus: Monimiaceae.
Outros nomes populares do Boldo-do-Chile Peumus boldus: boldo-do-chile; boldo (espanhol, inglês, italiano).
e em inúmeros trabalhos. Na fitoterapia, o Boldo é empregado como auxiliar em afecções hepáticas, estimulante da digestão, litíase biliar e gota.
Boldo de Peumus boldus, diminui a cólica, aumenta e favorece o fluxo biliar, indicado para má digestão, gases, intolerância à gordura.
Aquele do quintal
Desta vez, vamos tratar do cultivo daquele boldo mais comum, provavelmente aquele que a maioria tem no quintal, no vaso ou na jardineira: o Boldo-da-terra (Coleus barbatus ou Plectranthus barbatus), também conhecido como falso boldo, boldo africano, boldo-do-reino e malva-santa. Pertencente à família das Labiadas, é uma planta herbácea perene que apresenta folhas pilosas, isto é, coberta de pequenos pêlos que dão uma aspecto aveludado. As flores pequenas nascem em espigas, na ponta dos ramos, em tons que vão do azul ao violeta.
Saiba mais sobre a planta Boldo-do-Chile:
O Boldo (Peumus boldus) é uma planta nativa dos Andes Chilenos estudada pela primeira vez em 1869, pelo médico francês Dujardin Baumez. O óleo produzido pelo Boldo é empregado na indústria, sendo o ingrediente utilizado na fabricação de doces e bolos. Além disso, a madeira, que desprende um suave aroma, é muito utilizada em construções.
Propriedades:
Anestésica, anódina, anti-helmíntica, anti-séptica, antibacteriana, antifúngica, antiinflamatória, antimicrobiana, antioxidante, calmante da pele, carminativa, clareador do cabelo, colagogo, colerética, demulcente, depurativa, desintoxicante, digestiva, diurética, estimulante, estimulante biliar, estomáquica, hepática, hepatoprotetora, hepatotônico, hipnótica, sedativa, sonífero suave, tônica, vermífuga.
Indicações do Boldo-do-Chile Peumus boldus:
Afecções do fígado e da vesícula, cálculo biliar, cólica, diarréia, digestão, dispepsia, febre, fraqueza orgânica, gota, hepatite, insônia, má-flatulência, previr icterícia, prisão de ventre, problemas diuréticos, reumatismo, uréia.
Parte utilizada do Boldo-do-Chile Peumus boldus: folhas, frutos, óleo essencial.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A Proventriculite

 Eventualmente, caro amigo ornitófilo, terá já convivido com esta terrível doença micótica, originada por fungos que se formam pela excessiva humidade ambiente, deteriorando as papas humedecidas, as sementes e outros elementos componentes alimentares das nossas aves de cativeiro, e, por muitos antibióticos que utilizemos, apenas um deles é eficaz - a Amfotericina B a 10%, que em Portugal infelizmente não é comercializada, apenas utilizada em injectáveis hospitalares.
   Este componente farmacêutico (para humanos) é comercializado em Itália com a denominação de FUNGILIN e em França com a designação de FUNGIZONE, sendo administrado 14 dias, à razão de 1 ml por litro de água, ou uma a duas gotas por bebedouro de 60 ml. Normalmente só se conseguem obter através de receita médica ou veterinária dos mesmos países. É particularmente indicada também nas Candi-dioses e outros fungos gastro-micóticos.
     Sei também que no Brasil, têm utilizado, com êxito !? - a Nistatina, comercializada com a denominação de MICOSTATIN,do mesmo laboratório anterior, na mesma dosagem.
    Há indicações da utilização em Espanha (e em Portugal) do Ketoconazol, comercializado com a denominação de PANFUNGOL, mas, e por experiência própria, sei ser apenas eficaz nas Candidioses.
   Tive noção exacta de lidar com esta doença fúngica quando em finais de 1997 adquiri um casal de Frisados Parisienses, de origem Italiana, que me custaram uma pequena fortuna, e que vinham já contaminados com a Proventriculite, em fase de desenvolvimento.Como então desconhecia o fármaco atrás referido, apenas tive oportunidade de utilizar um bom Probiótico (Fermentos Lácteos associados a cultivos laboratoriais anti-fúngicos e anti-bacterianos), que, sabendo eu não ser a cura, mas sim um bom preventivo, viabilizou a sobrevivência do casal por cerca de 2 meses, morrendo então primeiro o macho, e 15 dias depois a fêmea, ambos num estado de magreza acentuada.
    Esse estado de magreza deve-se ao facto de que o proventriculo das aves (pequeno "tubo" de passagem dos alimentos, imediatamente após do papo), face à ausência de enzimas ácidos, acaba por apresentar um pH neutro, inibindo desta forma a actividade da pepsina, enzima gástrico responsável pela degeribilidade das proteínas, pois só o consegue fazer em meio ácido. Na falta da absorção das proteínas ingeridas na alimentação, as aves vão emagrecendo lentamente, até à morte.
   Desde essa altura que tenho estudado a fundo este tema, quer em longas conversas com o Mestre Manuel Gonçalves, que também teve já contactos com esta doença, conseguindo o seu tratamento eficaz, com o fármaco atrás descrito, quer através da análise estudiosa de pequenos artigos, desde a brochura dos Laboratórios Moureau Ornithologie, distribuida pela Companhia Portuguesa de Higiéne, em escritos do grande Ornitólogo D. Alfonso Babra Garcia, também do Dr. Santiago Noval Melian, juiz F.O.C.D.E., pela Fundação Loro Parque, por Umberto Zingoni e ainda artigos esporádicos em revistas Italianas, Brasileiras e Internet.
    Alerta-me variadíssimas vezes o Mestre Manuel Gonçalves que, ao contrário do que muitos criadores julgam, a maior causa de morte nos ninhos, e posteriormente, é por causas fúngicas, e não pela Colibacilose, que actualmente é de mais fácil prevenção e tratamento - e eu próprio tenho constatado isso, pelos sintomas que detecto em queixas de elevadas mortes que tenho tido de muitos criadores.
    De facto, esta terrível doença, que poderá "varrer" entre 55% aos 95% das ninhadas na época das criações, aparece nos filhotes como resultado da faltas dos enzimas ácidos no Proventriculo, originando a sua inflamação, sendo então visível o famoso "pontinho negro" do tamanho de uma cabeça de alfinete, sobre a região do fígado - está assim praticamente desvendada a origem deste pontinho, que muita mortalidade arrasta atrás de si.
    Como poderão também eventualmente ter observado, este "pontinho negro" aparecer mais quando os pais não dão comer, ou quando o dão mas apresentam sintomas doentios. É que, como sabe o caro amigo leitor, as aves preparam no papo uma papa especial onde produzem os tais enzimas ácidos necessários à sobrevivência dos seus filhotes, e na ausência desta "paparoca", o filhote vai-se desta para... pior. Daí, quando damos a "palitada" ou a "seringada", devemos adicionar um Probiótico à papa de cria, fornecendo desta forma também aquilo com que o Proventriculo irá produzir; os enzimas necessários a uma boa digestão das proteínas - afinal é tão simples não é !
   - É como o Ovo de Colombo, que só nos lembramos quando os outros o dizem. 

   Claro que, normalmente à Proventriculite estarão já associadas outras doenças "normais" das aves, como a Colibacilose, Salmonelose e Candida Albicans, daí, será sempre necessário a associação de um triplo antibiótico, na papa de criação, para completar a acção dos Probióticos, particularmente indicada aos progenitores, afim de estes serem "limpos" de qualquer uma das doenças atrás referida.


O QUE CAUSARÁ DE FACTO A PROVENTRICULITE ?
   Em Itália a Proventriculite é conhecida pela "crise do sétimo dia", causada eventualmente por uma megabactéria ou um microrganismo, ao certo não se sabe ainda, mas ao que parece e por estudos mais recentes, esta "moléstia" poderá estar condicionada pela MICLOPLASMOSE, que diminui as resistências das aves abrindo caminho para a proliferação da suposta megabactéria.
   Será bom recordar nesta altura que, a Micoplasmose abre caminho para um indeternimado número de doenças, entre as quais a Coccidiose e a Salmonelose.
   O Distinto Ornitófilo Dr. Santiado Noval Melian efectuou numerosas autopsias a um grande número de aves, de cativeiro e outras silvestres que entretanto após o cativeiro adquiriram também a proventriculite, e em todas encontrou sempre uma ou outra bactéria diferente, associadas a esta terrível, digo novamente terrível doença, encontrando de tudo, como:
  • Salmonelas, colibacilos, pseudomonas, bacilos sereus etc.
  • De fungos, encontrou candidas e aspergillius e de parasitários os coccidios, toxoplasmas, ascaris etc.
   Poderá o caro amigo leitor começar a tirar conclusões, que o levarão com certeza a ter muito mais respeito por esta doença.
    A Fundação Loro Parque, de Tenerife entende que esta enfermidade é de tal ordem grave, e também particularmente para os Psitacídeos, que decidiu procurar os melhores meios de prevenir e combater a doença, patrocionando um Grupo de Investigadores de Enfermidades Orniticas da Universidade de Georgia nos E.U.A.
FALEMOS UM POUCOS DOS SINTOMAS MAIS USUAIS.
No embrião:
- Não é excluída a hipótese de uma forma congénita que cause a morte
embrionária (quando ainda no ovo) antes da eclosão.
Nos Filhotes:
- Nos filhotes, atrasa o crescimento;
- Apresentam o papo constantemente vazio, pois a mãe recusa-se a dar-lhes de comer, sabendo que estes estão doentes;
- Muito excepcionalmente uma ou outra fêmea continuará a alimentar o filhote que esteja contaminado;
- Face à desidratação provocada por uma forte dierreia, a pele dos filhotes fica seca e progressivamente gretada;
- Observa-se uma inflamação intestinal aguda, permitindo constatar através da pele do abdomem o proventriculo e a moela dilatados;
- Os intestinos adquirim uma coloração escura e os dejectos são verdosos e mal cheirosos.
- Poderemos também observar nos filhotes afectados, que quando estão esticados a
pedir alimento, observa-se um movimento pendular rítmico que indica que o sistema nervoso central também está afectado;
- No estado agudo, afecta o baço, tornando-se visível o clássico "pontinho negro", inflama-se o fígado, a cloaca fica obstruída e os filhotes morrem podendo presencear-se em pouco tempo um cheiro intenso de odor putrefacto.
Nas aves adultas:
- Poderá apresentar-se de forma sub-aguda, aguda e crónica;
- Geralmente as aves adultas morrem uns dias depois de se manifestar a doença, podendo sobreviver ainda algumas semanas, cujos sintomas clínicos são:
- Perda progressiva de peso;
- Delgadez e peito em quilha (faca);
- Embolamento e diarreia com dejecções abundantes serosas e mucosas;
- Inflamação proventricular e intestinal;
- Respiração ofegante e aumento destensivo do abdomen;
- Descoordenação funcional, movimentos anormais e irregulares da cabeça,
- Movimentos descoordenados e prisão muscular das patas, sintomas estes que constatam que esta enfermidade também afecta o sistema nervoso central.
    Claro será que em uma só aves estes sintomas não se manifestam todos em conjunto, poderá observar-se uma grande parte deles ao mesmo tempo.
    Deverá o caro amigo leitor ser alertado para o facto de que, a Proventriculite, na maioria dos casos aparece de "mansinho", isto é, raramente aparecem casos de uma intoxicação rápida e mortal.
    O mais frequente são as intoxicações crónicas, que na sua forma mais benigna aparece sem qualquer sintomatologia, normalmente produzem "apenas" esterilidade.
    É o caso das aves que colocam ovos claros vezes e vezes seguidas, sem encontrarmos motivos e respostas para isso.
    Posto isto, e como não existe ainda qualquer vacina preventiva, esperando que não demore muitos anos, apenas nos resta ...

PREVENIR, e como:
- Usando sempre e somente uma boa mistura de sementes e papas que nos possam garantir serem o mais frescas possíveis;
- As sementes devem estar sempre limpas, isentas de pó, testar assiduamente as sementes através da germinação; semente que não germine, não está fresca; semente que não seja brilhante, não está fresca; casca interior da semente que esteja escurecida, não está fresca;
- Evitar que as aves comam sementes do fundo das gaiolas, pois estas estão contaminadas com toda a espécie de germens;
- Evitar que as sementes e papas estejam guardados em ambientes húmidos e/ou muito quentes, pois favorece o desenvolvimento dos gérmens;
- Cuidado com as sementes germinadas, sobretudo em climas muito quentes e húmidos, pois desenvolvem muitas toxinas e fungos patogénicos. Só utilizar de boa qualidade, colocando umas gotas de iodo na água de germinar, não deixando demasiadas horas, lavando-as muito bem;
- São protectores contra as toxinas as verduras (sem pesticidas), as algas e o cálcio;
- Utilização de protectores hepáticos;
- Utilização assídua de Probióticos com propriedades anti-fúngicas e anti-bacterianas, alternando com um laxante suave, tipo sal de fruta;
- Não humedecer mais que 20% (de humidade relativa) as papas, não deixando estas mais que 2 ou 3 horas à disposição das aves.
- Ter sempre à disposição grit e carvão vegetal;
- E, cuidado com as sementes gordas !!! (Colza, Nabo, Cânhamo, Niger, por exemplo.)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

VISITA DO SENHOR CARLOS FAISCA AO MEU CANARIL

este domingo dia 27 de Fevereiro dia em que foi realizado um almoço de entrega dos prémios obtidos pelos criadores portugueses no mundial em França,desde já os meus parabéns a todos os premiados.
  recebi a visita do senhor Carlos faisca ao meu canaril ,como ele vinha ao almoço e eu ainda precisava de  um macho castanho pastel vermelho mosaico e de um castanho opala vermelho mosaico aproveitei já que ele vinha a Lisboa pedi-lhe para me trazer esses 2 machos.
este dia também foi muito atarefado para mim porque foi o dia em que eu acasalei os meus canários, espero que a visita do senhor Carlos me tenha  trazido um pouco de sorte para a criação deste ano porque também se precisa ter alguma sorte.
por muito que saibamos  e nunca sabemos tudo a sempre coisas que vamos aprendendo.
desejo muita sorte a todos os criadores  para que cada vês mais a ornitologia portuguesa tenha sucesso não só em Portugal mas também a nível mundial.
muito boa sorte a todos.

CASAIS VERMELHO MOSAICO

CASAIS CASTANHOS OPALA VERMELHOS MOSAICOS

CASAIS CASTANHOS VERMELHOS MOSAICOS

CASAL CASTANHO PASTEL VERMELHO MOSAICO

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

FONIOPADDY

Até hoje a coccidiose é curada com medicamentos que provocam nefastos efeitos colaterais negativos nas nossas aves.
FONIOPADDY é uma semente que cresce nos pantanos do Uganda. Há alguns anos que a pesquisa sobre os efeitos benéficos de FONIOPADDY que garantem ás aves na luta contra a coccidiose resultados fantásticos.
No caso das crias que sujam o ninho com fezes liquidas (enterites) FONIOPADDY em poucos dias resolverá o problema de modo natural , próprio como fazem as aves na natureza quando procuram sementes medicinais que curam as suas indisposições.

RESULTADOS ASSEGURADOS
* Cura da coccidiose * Ninhos secos * Controlo das enterites * Aves em optima forma fisica * Tudo de um modo natural sem auxilio de medicamentos

MODO DE UTILIZAÇÃO
Durante a primeira semana, permita aos pássaros decidirem voluntariamente a quantidade que achem necessária comer. Após a primeira semana, por casal fornecer 1 colher de café por semana. Em área com 30 a 40 pássaros fornecer 2-3 colheres de sopa por semana.
FONIOPADDY deve ser fornecido puro, não misturar com qualquer outra semente ou produto.

SALVIA

Sementes eficazes para as funções digestivas, diuréticas, antisépticas, bactericidas e estimula anti-bactericida.
Salvia (Salvus) significa saúde.
Desde os tempos antigos são conhecidas as suas múltiplas virtudes terapêuticas. Rica em Ómega 3 e Ómega 6, enzimas, Vit. B1 e C, resinas, substâncias estrogénicas e flavonóides.
Eficaz no que diz respeito às funções digestivas, estomacais, diuréticas, antisépticas, anti-bactericida, astringente e anti-reumática.
Particularmente apreciada para todos os carduelis e spinus, sobretudo no período do muda até ao fim do período de inverno.
Emprego e doses: Pôr à disposição diariamente a semente, num comedouro ou num distribuidor automático.

ECHINACEA

Planta e sementes com destacadas propriedades antisépticas, anti-inflamatórias, cicatrizante, imunoestimulante e depurativa
Desde os tempos antigos considerada sagrada pelos Americanos.
Clinicamente é utilizada contra a síndroma antigripal e as doenças resfriamento e outras patologias sobre base infecciosa. Constitui uma potente barreira contra os vírus, bactérias e diversas formas de contagio, mais especificamente a sua acção immunoestimulante manifesta-se com reacções defensivas contra a agressão de agente patogénico.
O emprego mais frequente da Equínacea é representado na profilaxia das doenças resfriamento :
- são de facto fundamentais a reactividade imunológica do sujeito ferido e a rápida produção de anticorpos.
No que diz respeito à actividade de cicatrização, são conhecidos os efeitos benéficos sobre feridas e/ou as lesões internas e externas.
Diversas preparações de Equinácea (tisana) estão mesmo empregadas no cuidado das inflamações e/ou as lesões mucosas orais. A actividade bactericida do Equinácea é particularmente evidente sobre o Staphylococcus aureus, Escherichia vazas e sobre Pseudomonas aeruginosa (Doença dos olhos dos pássaros).
Não são conhecidos da literatura os efeitos colaterais ou precauções emprego para esta semente.
Particularmente apreciada para todos os carduelis e spinus, sobretudo no período do muda até ao fim do período de inverno.
Emprego e doses: Pôr à disposição diariamente a semente, num comedouro ou num distribuidor automático.

CHIA

Semente nobre proveniente do sul da América Central utilizada há séculos até aos dias de hoje no sector da alimentação animal e mesmo na alimentação humana.
Alimento muito importante para todos os Carduelis e de modo particular para toda a espécie de Spinus.
A CHIA tem um teor proteico compreendidos entre o 19 e os 23%. O mais elevado possível em relação todas as a sementes. Constitui uma rica fonte de óleos e ácidos essenciais. Representa uma considerável fonte de anti-oxidantes.
Os 60% dos óleos contidos na CHI são ácidos alfalinoleicos como o Ómega 3 e o Ómega 6.É um equilibrador natural dos triglicerídeos.
Prolonga a transformação dos hidratos de carbono em açúcares.
Protege o tecido intestinal de um eventual ataque de bactérias.
De destacar as fortes propriedades de hidratação prolongada dado que pode absorver a água ou líquidos até doze vezes o seu peso.
A CHIA foi testada à mais de dois anos em algumas criações dando resultados extraordinários, não somente na manutenção em perfeito saúde das aves mas, onde existiam alguns problemas de carácter intestinal, a eficácia desta semente revelou-se concreta e determinante.

CAMELINA SATIVA

A Camelina Sativa é uma planta anual de germinação espontânea, com pequenas flores amarelas e cápsulas ovais longas de 5/10 de mm. A floração vai de Maio a fim de Junho e encontra-se geralmente, nas margens dos campos semeados de trigo.

As suas sementes são pequenas, (da 1 a 1.5 mm) de cor amarela dourada com quebra central semelhante ao trigo.
Pode ser cultivado em altitudes próximas dos 1000 metros. A sua divulgação estendeu-se em toda a Europa após estar mais presente na parte sul - Oriental europeia. Nos países anglo-saxónicos a Camelina Sativa é chamada "Gold of Pleasure" expressão que indica a cor e o prazer que os pássaros exprimem quando se alimentam. É uma semente que, graças aos óleos Ómega 3 e Ómega 6 contidos é muito útil para desenvolvimento das crias e durante a fase da muda. Muito apreciada pelos Canários e todos os outros Carduelis.
Tem um teor proteico de 18% e pode ser utilizado ao estado natural, misturando cerca de 10% à papa colocada à disposição diariamente. Emprego e doses: livre disposição em comedouro. Não adicionar à mistura de sementes.
Tempo de administração: inicio da fase reprodutiva até a metade do períodos da muda da plumagem.

BELA DA NOITE (OENOTHERA BIENNIS)

Planta bi-anual composta robusto de um caule central com folhas laterais lanceolata de grandeza até a 10 cm as flores amarelo intensas são contidas vagens alongadas cerca de de 3-4 cm quando a flor desvanece-se e por conseguinte termina o seu ciclo permanece muitas vagens, todas viradas para cima ancorados ao cal central, presa fácil de muitos tipos de pássaros que as apreciam, sobretudo do mês de setembro a dezembro.

Originária da América central está cada vez mais difundida por toda a europas.
As suas principais propriedades, particularmente das sementes, está voltada para o cuidado do epiderme. Frequentemente é empregada na indústria farmacêutica, particularmente nos cosmeticos.
O óleo de Oenothera recolhido das sementes contém quantidades elevadas de ácidos gordos polinsaturados, principalmente da série Omega 6 e de modo particular acido linoleico e Y-linoleico.
Muito eficaz contra formas eczéma e de dermatites, confere à camada externa da pele uma elasticidade notável, regula também a secreção sebacea e coadiuva o fenômeno da troca celular.
É eficaz em casos de hipertensão, gastrites e gastropatias, visto serem os ácidos gordos polinsaturados precursores biológicos das prostaglandinas.
A semente Oenothera encontrou recentemente um largo emprego no sector ornitológico.
Recomendo a utilização dessta semente, na dieta, particularmente dos Carduelis, tem como vantagens, uma rapidez na muda da plumagem e coadiuva uma melhor expressão das cores naturais dos pássaros.
Por conseguinte, para os Spinus e Pintassilgos em especial, a Oenothera é utilizada constantemente de Junho a Dezembro.
Emprego e doses: pode ser fornecido em comedouro automático ou comedouro individual à parte das outras sementes. Não há absolutamente contra-indicações sobre a quantidade, pode fornecer-se à descrição de acordo com o consumo.
Aconselha-se a administração de Junho a Dezembro.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A DIARREIA DE NINHO

A DIARREIA DE NINHO

DR. OSVALDO VITORINO
JUIZ OBJO
REVISTA AVO 1999

Um dos maiores problemas de sanidade animal que quase todos os médios e grandes criadores de canários enfrentam durante o período de cria é, sem dúvida, a diarréia dos filhotes. É a doença que mais mata na canaricultura.
Os agentes etiológicos da doença apresentam muitas cepas resistentes aos antibióticos e quimioterápicos empregados na canaricultura. Esta situação pode ser explicada entre outros fatores, pelo uso indevido e incorreto destas drogas por sub-dosagens e ou por outros períodos insuficientes, gerando em conseqüência, a resistência bacteriana. Tem sido muito comum nos últimos anos, criadores utilizarem potentes antibióticos em seu plantei, durante a criação, porque um colega usou em anos anteriores ou está usando com sucesso, sem nenhum ou outro motivo. Por esta razão, a utilização do laboratório é fundamental no manejo desta temível doença, tanto para diagnóstico como para determinação dos testes de sensibilidade aos antibióticos e quimioterápicos.
Sinonímia:
Suor das fêmeas, mães más nutrizes, pescoço em "S", proventriculite?
Fitologia:
Várias espécies de bactérias a Eschericliia coli, Klebisiela, Estaphilococus, fungos do gênero cândida foram encontrados em surtos de diarréia de ninho, sendo importante o papel do laboratório na identificação destes agentes.
Patogenia:
Os filhotes de canário quando nascem não apresentam flora intestinal. A colonização intestinal é lenta e gradual e pela flora benéfica. Evidentemente que bactérias patogênicas, quando conseguem localizar-se no tubo digestivo destes filhotes, encontram terreno propício à proliferação causando enorme estrago.
Entre os fatores que levam estes filhotes a serem colonizados por germes patogênicos relaciona­mos:
1) Superpopulação no criadouro
2) Inadequada higiene do ambiente.
3)Administração de alimentos deteriorados, prin­cipalmente os a base de ovos
4) Contaminação da água e de alimentos por fezes humanas ou de canários.
5) Carência nutricional
6) Associação com outras doenças.
Quadro clínico:
A grande característica e, seguramente a única observada por grande parte dos criadores, é de que os pais não tratam ou deixam de alimentar seus filhotes.
Stroud R. relata que as penas do peito da fêmea ficam úmidas e despenteadas, como se a canária estivesse suando enquanto cobria seus filhotes. Na verdade isto ocorre porque a canária não sua. O que acontece é que uma fina e viscosa diarréia, presente nos filhotes, molha o peito da canária. O ninho, geralmente está com aspecto úmido e com mau cheiro.
O instinto de sobrevivência das espécies está presente também nos canários mas, ao pressenti­rem também instintivamente, a presença de uma doença, contra a qual nada podem fazer deixam de alimentar os filhotes. Geralmente é acometida toda a ninhada. A doença tem evolução muito rápida e, dentro de 24 horas após o início dos sintomas os filhotes morrem com emagrecimento intenso, palidez, pescoço em forma de "S" ou vírgula, com diarréia fibrosa e acinzentada.
O exame dos cadáveres é importantíssimo para confirmação do diagnóstico, pois vários agentes apresentam quadro clínico semelhante.
O exame também deve servir de base para isolamento das bactérias e conseqüente conheci­mento da sensibilidade a antibióticos e quimiote­rápicos.
O exame macroscópico do cadáver mostra . aspecto hemorrágico na pele e em vários órgãos.
Enterite catarral aguda e acúmulo de fezes no ânus.
O diagnóstico clínico, para os criadores experi­mentados, é sempre fácil. Difícil é a profilaxia que passa, obrigatoriamente, pelo laboratório.
Tratamento:
Uma vez instalada a doença, não existe tratamen­to seguro. 5troud R. recomenda a administração de sais de saúde na água potável, a troca do ninho por outro limpo e quente, a substituição de toda comida rançosa por alimento de boa qualidade, preferindo dar ao casal batata cozida.
Recomenda-se também pão úmido em vez da farinhada com ovos.
A utilização de antibióticos raramente traz benefícios se a doença já está instalada e traduz-se por perda de dinheiro, tempo, contaminação (pelas mãos) de outros casais e insatisfação.ProfilaxiaAinda temos que pesquisar para que possamos determinar com precisão porque nossos canários adoencem desta enfermidade. Temos certeza de que se soubéssemos exatamente o que determina a quebra do equilíbrio, muito sofrimento seria poupado e estaríamos dando um grande passo na canaricultura.
O tratamento profilático com o uso sistemático de antibióticos ou quimioterápicos, as vezes se impõe. Contudo, é importante que não esqueça­mos os princípios básicos de higiene pois, são eles que impedem a ocorrência da doença:
a)Rigorosa higiene do criadouro;
b) Desinfestação periódica do plantei;
c) Alimentos frescos e de boa qualidade;
d) Água desinfetada e sem excessos químicos;
e) Higiene do tratador.
O tratamento profilático com antibióticos ou quimioterápicos deve obedecer princípios básicos:
a) Só deve ser administrado ao plantei quando o problema, efetivamente, existir. Ouando a perda de filhotes ultrapassar a 10%, dentro dos 10 dias de vida.
b) Após reconhecimento do agente etiológico e testes de sensibilidade a antibióticos e quimioterápicos.
c) Uso do medicamento de acordo com os testes prévios, por no mínimo 7 dias a contar do dia do nascimento e nas doses adequa­das. Infelizmente para a maioria das drogas esta dose não está bem estabelecida para utilização em canários.
d) Em caso de novas mortes, utilizar novamente o laboratório.
Garcia A. recomenda a administração de uma associação de antibióticos que se potenciem entre si, e sugere a Estreptomicina, o Cloranfenicol, a Terramicina e as ampicilinas, na dosagem de 1,0 g /0,5 L de água. O mesmo autor, em outro artigo, recomenda a associação de Cloranfenical, Tetraciclina e Eritromicina na dose de 1 a 2 mg/100 ml de água de beber ou 100 g de farinhada .
Em outro artigo, cujo autor não é identificado, Revista do Mundial de córdoba, Argentina, é recomendado pelo Dr. Vicente Verges a administração por 5 dias, a partir do dia anterior ao nascimento, misturada na pasta de cria, uma associação de antibióticos sinérgicos: Cloranfenicol, Terramicina, Estreptomi­cina e Ampicilina, na base de 1 9 para 200 g de farinhada.
Cago R. recomenda como prática usual nos cuidados higiênicos, 5 dias do acasalamento até 5 dias após o nascimento dos filhotes, Neomicina na dose de 2ml/L de água, que pode ser substituído por Ampicilina, Nitrofurantoína, Furazolidona ou oxite­traciclinas, nas dosagens recomendadas.
Ramalho C., em comunicação pessoal, informou o uso, com sucesso, da Neomicina, em 1987.
Em 1987 também usamos a Neomicina na dose de 2ml/L de água de beber com sucesso. Em 1988, infelizmente, não observamos o mesmo resultado e por cultura do conteúdo intestinal de cadáveres e de fezes das matrizes, comprovamos que todas as amostras de E. Coli isoladas eram resistentes a Neomicina. Nesta ocasião, quase todas as amos­tras mostravam sensibilidade a Ampicilina, Gentamicina, Bactrin e Amicacina. Como alternativa, passamos a empregar a Ampicilina e o Bactrin associados, na dose de 2 comprimidos para cada 200g de farinhada com bons resultados.
Temos visto criadores utilizando, empiricamente, antibióticos de uso humano na papinha dos filhotes, com sucesso. Consideramos estas medidas perigosas porque não conhecemos as dosagens corretas nem os efeitos colaterais. Antibióticos do grupo das floxacinas que são contra-indicados em crianças são administrados em filhotes de canários recém-nascidos. Dentre os antibióticos e/ou associações usados como preventivos de diarréia de ninho ressaltamos: Ciprofloxacina, Norfloxacina, Ampicilina, Gentamicina, Cefalexina e Amexacilina com Clavulanato.
Hoje, não temos dúvida de que o tratamento preventivo, da diarréia de ninho na canaricultura, depende do resultado de exames da sensibilidade das cepas isoladas no criadouro. Para tanto, antes do início da criação, colhemos amostras de fezes das matrizes, para verificação de eventuais parasitas intestinais que podem agir como co­fatores, como os coccídeos por exemplo, e para fazer os testes de sensibilidade (antibiograma).
Evidentemente, quanto maior o número de amostras e cepas isoladas, melhor serão os resultados finais. A morte de filhotes com diarréia de ninho também merece a devida análise, com o resultado da flora Intestinal.
Infelizmente, existem muitas controvérsias quanto as doses e vias de administração dos antibióticos e quimioterápicos administrados aos canários. A ornitologia precisa evoluir ainda mais neste campo. Freqüentemente, há necessidade de associarmos duas ou mais drogas e, as combina­ções recomendadas na ornitologia, diferem substancialmente das empregadas em medicina humana, muito mais evoluída.
Paralelamente a administração de antibióticos, também devemos dar aos canários vitaminas do complexo B e germes da flora normal (Entrodex, por exemplo), para restauração da flora intestinal. Figueiredo J. recomenda o uso do medicamento humano Lactipan, na dose de 5 cápsulas para cada quilo de farinhada, durante, praticamente, toda a criação, tendo comprovado o seu valor.
Resumindo:
10 A diarréia de ninho continua sendo o maior problema de sanidade animal dos criadores de canário.
2) O laboratório tem papel fundamental no manejo desta doença.
3) A doença é dinâmica sobre vários aspectos e, pode estar ou não presente no criadouro, dependendo dos co-fatores.
4) A sensibilidade das bactérias aos antibióticos e quimioterápicos também não é estática e vem varian­do de ano para ano e algumas vezes em um mesmo período de cria, obrigando a alterações nas drogas usadas.
5) Há necessidade de melhores estudos com metodologia científica sobre a doença, intercâmbio de informações e, estabelecimento correto das doses dos medicamentos.